domingo, 7 de outubro de 2007

E aí José?



Há alguns dias atrás conheci a história de José, um jovem programador recém-formado em uma das melhores universidades do país nesta área. José tinha pouco mais que vinte anos de idade e já era considerado um dos mais promissores programadores do mundo, tendo recebido convites da Dell, Apple, IBM e outras empresas interessadas em lhe contratar, porém, José aproveitou o bom momento para fechar um contrato único com a maior empresa do mercado, a Microsoft, devido a proposta de ele encabeçar um projeto em particular que consumiria um bom tempo de sua vida, mas que iria revolucionar o mercado mundial e José não poderia perder esta oportunidade. Era o grande projeto de sua vida. Após alguns dias, depois de ter acordado com a Microsoft, José embarcou para os Estados Unidos onde iria morar e trabalhar. Quando chegou ao país onde permaneceria por alguns anos, José procurou logo se adequar ao novo contexto, procurou comprar as mesmas roupas que as pessoas usavam, adquiriu gestos e hábitos que até então eram considerados impróprios em seu país, mas nada importava mais para José do que ser aceito pelos outros, principalmente, pelos seus colegas de trabalho. Deste modo, logo José se esqueceu do seu principal objetivo quando partiu de Campina Grande. Mesmo estando distante do seu povo, encontrou alguns brasileiros que o advertiram, porém não surtiu resultado.
Com o tempo, José já não escrevia mais para os seus amigos em Campina, já não era mais o mesmo José que partira em busca dos seus sonhos, seu pai percebendo o que acontecera não tardou em enviar o seu filho mais velho o qual levava consigo uma mensagem do seu amado pai no intuito de ajudar José a enxergar o caminho que ele estava trilhando e que este retomasse o seu projeto inicial quando partiu em sua viagem. A presença do seu irmão, bem como, a mensagem que o seu pai enviara sacudiu a alma de José, onde começou a aflorar a lembrança de sua origem e propósito. Ele havia acordado.
José retomou o propósito de sua ida aos Estados Unidos, deixando para trás o que para ele até então era prioridade, quando na verdade, deveriam estar em segundo plano. Em pouco mais que quatro anos, José concluiu o seu projeto. Foi um sucesso de vendas, com isto, José conseguiu obter uma considerável participação nos lucros, se tornando um dos mais bem pagos funcionários da empresa. Pouco meses depois, José retornou para sua cidade natal sendo recebido ainda no aeroporto pelo seu irmão mais velho e pelo Seu amado Pai que não esperou o mesmo sair do check-out para correr em sua direção, abraça-lo e dizer o quanto o amava. Quando chegou em casa, percebera que verdadeiramente ele era, reafirmara suas origens com maior convicção e consciência do
que na época que partiu dali.

E você? Quem é você?
Você sabe qual o propósito de sua vida? Suas atitudes, hábitos e palavras, enfim...sua vida, refletem este propósito?
O que diria o seu pai hoje para você? Ele se agradaria do caminho pelo qual estais andando?
Pense nisso!!

Deus o ama e quer estar junto de você a cada passo de sua vida!!!

Marcus Aranha

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Mena e o jovem à beira do lago


Há muito tempo, um certo jovem crescerá à margens do rio Vandri, seu nome era Mena e desde cedo demonstrara grande sabedoria e apreço pelos ritos e doutrinas de sua religião. Tornou-se com o tempo um dos maiores discípulo da casa Zargoon, Deus do Fogo e com grande zelo defendia suas verdades a ponto de perseguir seus opositores. Certa noite, enquanto discorria à beira do rio, sob a luz do luar, para um grupo de jovens sobre os problemas da vida de natureza moral e do quanto isso impedia o crescimento espiritual, teve suas colocações interrompidas por poucas palavras. Alguém estava recitando os versos de Zargoon, de modo inapropriado do outro lado do rio. Como zeloso guardador dos ritos sagrados e mestre pensou de imediato que era o seu dever atravessar o rio e corrigir aquele homem que, fosse por ignorância ou falta de orientação estava emitindo erroneamente a oração. Tomou o barco mais próximo e partiu em direção da outra margem.
“Como acha-lo se não tenho fogo para iluminar o meu caminho?” – pensou Mena – “ Ó Zargoon, quão grande é o teu poder e majestade, quisera que eu como teu fiel discípulo tivesse o conhecimento e o poder necessário para fazer o fogo e assim dissipar a escuridão que me separa deste infiel que não sabe o que faz!”
Tateando em meio à cerração da noite e guiado pelo som, Mena acabou encontrando um jovem deitado com a cabeça recostada sobre uma pedra à margem do rio e os olhos fitos nos céus, recitando os versos de Zargoon como Mena nunca tinha visto.
- Meu amigo – disse Mena – olhe para você! Isso não são modos de se colocar diante de Zargoon? Ainda mais, você está pronunciando incorretamente a oração. – Explicando logo em seguida como devia fazê-lo.
- Obrigado meu amigo – disse humildemente o jovem.
Tendo terminado seu trabalho ali, Mena se dirigiu ao barco, orgulho e satisfeito pelo que acabará de fazer. Afinal, há muito fora dito que, um homem de espírito puro pronunciando corretamente a oração de Zargoon poderia até mesmo criar o fogo. Fato que nunca virá antes, mas que tinha a esperança de um dia contemplar ou mesmo de realizar.
Caminhando em direção ao barco, Mena continuava refletindo sobre o tema que havia começado a discorrer no início da noite, sobre a malícia, a falta de moral e de como os homens apesar do conhecimento da verdade, persistem nos seus erros. Porém andando não mais que poucos metros, percebeu que não ouvia mais a oração do modo que ensinara.
“O que será que aconteceu?” – imaginou Mena.
Foi então que ouviu de modo vacilante a antiga oração ser novamente pronunciada. Irritado com aquela atitude, Mena se voltou para o local onde encontrará o jovem e se pôs a caminho com raiva em seus olhos, contudo, ao dar alguns passos, percebeu uma luz em meio às trevas vindo em sua direção. Era o jovem que, com uma chama de fogo em uma das mãos, iluminava o caminho por meio a escuridão. Espantando e sem palavras, Mena parou e esperou o jovem se aproximar. Quando este chegou junto de Mena lhe disse:
- Mestre, desculpe incomodá-lo mais uma vez, mas tive de vir aqui para lhe perguntar sobre a maneira que é frequentemente usada para pronunciar a oração que a pouco me ensinastes, pois a mesma é muito difícil de recordar...

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Como começar uma semana...






Bom dia!!!
Como vai você? Como vai a sua vida?
Acordei hoje pela manhã com estas perguntas reverberando nos meus ouvidos, como se Deus estivesse sentando ao meu lado em minha cama. E são estas mesmas perguntas que faço à cada um de vocês...
Como vai você? Como vai a sua vida? Como foi sua noite? Dormiu bem? Espero que sim...
Ainda deitado, meditei um pouco sobre tudo o que tenho vivido nestes últimos meses e como foi bom perceber que, mesmo diante das dificuldades, escassez e limitações, Deus se fez presente em minha vida de um modo singular em cada um destes momentos, confortando, auxiliando, estendendo-me a mão, como um pai que estende a mão ao filho quando este se encontra no chão após uma queda.
E como Ele se apresentou para mim?
Deus se fez presente em um abraço, num gesto de solidariedade, nas palavras de conforto, nas lágrimas,no silêncio, enfim, na presença de um amigo. Como sou grato à Deus por estas pessoas em minha vida, por cada uma delas.
Esta retrospectiva me fez lembrar das palavras de Jesus quando da última ceia, ao dizer: “ Amai-vos uns aos outros como eu vos amei...nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amar uns aos outros.” (João 13:34,35)
Jesus nos deu o exemplo a ser seguido, “Eu vos dei o exemplo, para que façais o que eu fiz... Felizes sois se as fizerdes” (João 13:15;17b). E o mais interessante de tudo é que, todos aqueles que seguem o exemplo dele, além de encontrarem a felicidade que reside no amar ao próximo, serão recompensados por Cristo, como ele próprio atesta : “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Que boas recordações Deu s trouxe ao meu coração, trazendo-me à memória fatos que me trazem alegria e esperança para começar um novo dia, uma nova semana.
E quanto a você meu querido amigo? Pode dizer o mesmo?? Espero que sim...Caso contrário, lembre-se, Deus o fará triunfar. Ele é o nosso pastor. Ele preparou pastos tranqüilos para os que são seus. Derrame-se diante dEle e deixe com que o Seu amor lhe abrace. Convide o senhor para entrar em sua vida, Ele é o melhor amigo que podemos ter e permita-se sentir o gozo, a alegria e a felicidade de Sua presença.
Deus o ama!!!!
Tenha um ótimo dia!!!






Marcus Aranha

sábado, 7 de julho de 2007

Salada com atitude, mudando seu pedido...

Essa semana almocei com dois grandes amigos em um bom restaurante. Como todos os três estão de regime, um sugeriu o rodízio de saladas. Era algo novo e inusitado, mas aceitamos o desafio de só comer folhas! Fazia tempos que eu não comia tão bem. Voltarei lá. Os pratos eram maravilhosos, diversas opções de verduras, folhas, molhos, etc. Há muito tempo eu não comia tanta salada como naquele dia!!! O proprietário, com certeza, buscou o que havia de melhor e elaborou um cardápio singular.
Se você me perguntasse semana passada se nossa cidade precisava de um novo restaurante que oferece pratos de salada, com certeza eu diria que não, mas hoje minha resposta seria muiiiito diferente!!!

Fique pensando por alguns minutos o que distinguia aquele restaurante dos demais que já ousaram trabalhar neste segmento e não deram certo e que, rapidamente, foram para o vinagre. O que fez com que este restaurante prosperasse e outros não? O que o diferencia dos perdedores?
Poderíamos dizer que ela precisa:
*Ser diferente. Se fossemos empreendedores e alguém nos perguntasse o que o nosso negócio tem de diferente em relação aos outros que já atuam no mesmo segmento, o que diríamos? Se não soubermos responder, é melhor pensar antes de começar, pois teremos problemas!
*Ser apaixonante. Quem não comete as maiores loucuras, sem medir esforços, tempo ou momento para agradar à outra pessoa quando está apaixonado? Somente quando estamos apaixonados é que conseguimos superar todos os desafios, problemas e obstáculos que se colocarão diante de nós ao longo do caminho.
*Ser perseverante. Todo caminho tem seus buracos e dificuldades, quem pensa que não, é só andar um pouquinho pelo Bessa ou Intermares, para não dizer outros piores. Toda jornada de sucesso é marcada por fracassos que nos moldam e nos ensinam o que “não” fazer, nos guiando para o caminho certo. Precisamos aprender com os erros e perseverar diante dos “atropelos” da vida.
*Ser um vitorioso. Todo os funcionários e empregados têm de olhar para o espelho e se sentirem os “melhores” profissionais. Quando nos sentimos bem conosco mesmo, quando estamos envolto por um ótimo clima isto acaba externando para as demais pessoas e clientes. A sua empresa já não faz mais o que era normal, mas sim o extraordinário!

Como as empresas, assim também são as pessoas. Diante das circunstâncias da vida, algumas preferem tomar uma atitude de desilusão e fraqueza, crentes que tudo o que estão passando é da “vontade de Deus”. Outras porém, preferem arregaçar a manga e lutar pelos seus sonhos, com afinco, paixão e perseverança, pois o seu coração e o seu espírito, apesar da sequidão na qual a vida se encontra, conseguem enxergar uma pequena nuvem no céu, assim como Elias (1Reis 18: 41-46).
No mundo passaremos por situações difíceis!Ao longo de nossas vidas, passaremos por momentos de alegria e outros de tristeza. Jesus mesmo predisse isto: “ no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo” (João 16:33). Contudo, a nossa atitude é que fará toda a diferença!!!
No mais, alegrem-se no Senhor, independente de qualquer coisa ou situação, como nos orienta o apóstolo Paulo (Filipenses 4:4) e dêem sempre graças a Deus por todas as circunstâncias (1 Tessalonincenses 5:18a) ), pois elas são pequenas e na durarão muito – e ainda produzem para nós glória imensurável, que durará para sempre!!! ( 2 Coríntios 4:17)




Deus os Abençõe!!!




Marcus Aranha

quinta-feira, 28 de junho de 2007

As dificuldades são passageiras...




Deus é maravilhoso e tem sempre o que nos ensinar, mesmo quando não estamos prestando atenção...
Tenho passado por dias difíceis...dias cheios de adversidades e obstáculos...dias onde procuramos um pouco de calor e luz em meio as densas e escuras nuvens que prenunciam mais um dia de chuva...
Mas felizmente hoje, Deus mais uma vez se fez presente me mostrando como ainda é pequena a minha fé e o quanto eu tenho que aprender...
Passei parte da manhã com dois grandes amigos, os quais alguns já os conhecem...Tibério e Tchaka...almoçamos juntos no chinês perto do Mag...fizemos o pedido e enquanto conversávamos a espera do nosso almoço, comecei a prestar a atenção numa criança que se encontrava duas mesas à frente da nossa...o guri devia ter uns 3 anos de idade...ele era uma graça...ria, fazia diversas caretas, batia na mesa fazendo todos os que se encontravam ao seu redor sorrirem com o seu entusiasmo. Ao seu lado, encontrava-se a sua mãe que, atenciosamente, acompanhava com os olhos atentos todas as peripécias do filho...Houve um momento porém, que o semblante daquele menino mudou. A fome batia a sua porta. O sorriso, como um passe de mágica, cedeu lugar ao desânimo. Ele estava triste. E mesmo tendo outras pessoas na mesa, somente sua mãe perceberá a súbita mudança. Percebi que ela fez um gesto chamando o garçom que estava o mais próximo da mesa, não sei o que ela falou com ele, mas não deu mais de cinco minutos para a comida chegar à mesa. E foi ali, diante da atitude daquela mãe que me lembrei do texto que se encontra em Isaías 49:15 que diz: “ Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de modo que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu , todavia, não me esquecerei de ti”.
Quão grande e maravilhoso é o nosso Deus...Deus que cuida de cada um de nós, que tem planos de fazer-nos prosperar e não de nos causar dano, planos de dar-nos esperança e um futuro (Jeremias 29:11).
Não sei quanto a vocês...mas o dia que começou nublado pelas densas nuvens que cobriam os céus, assim como os meus problemas, se tornaram pequenos diante do esplendor do amor que Deus tem por mim...pude sentir esse amor invadir a minha vida, assim como o brilho do sol que se tornava cada vez mais presente nesta manhã, dissipando as nuvens e fazendo a chuva parar...Pois o seu amor por cada um de nós foi escrito antes deste dia, dos meus problemas, desta chuva que parece que nunca vai acabar...sim...antes de tudo, Ele já nos amava e escrevia a história deste amor por cada um de nós...Tudo começou com Ele e é para Ele (Colossenses 1:16), Ele já cuidava de nós antes mesmo de nascermos ( Isaías 44:2). Sendo assim, não há o que temer...Deus cumpre a sua promessa e não deixará que venhamos a ser tentados além do que possamos suportar (1 Coríntios 10:13).
Depois de poucas garfadas, o guri voltou a sorrir e a brincar e nela, sua mãe encontrava prazer, pois podia sentir quão grande era o amor do seu filho por ela. E é assim é o nosso Deus, que se agrada daqueles que o adoram e confiam no seu amor (Salmos 147:11). Como afirmou Jó: “ Não vê ele os meus caminhos, e não considera cada um dos meus passos?" (Jó 31:4). Ele cuida de cada detalhe de nossas vidas e ele prometeu que jamais nos deixaria...jamais nos abandonaria ( Hebreus 13:5)

Que Deus nos abençoe!!!

Marcus Aranha

sexta-feira, 15 de junho de 2007

EU SEI QUE ISSO VAI PASSAR...




Certo dia, João, um vendedor que fazia rota pelo interior da Paraíba a mais de sete anos sofreu um pequeno acidente a caminho de Patos. Enquanto visitava alguns clientes da cidade de Catingueira, o seu carro quebrou, deixando-o impossibilitado de locomover e o conserto levaria alguns dias. O clima da cidade era horrível, quente e seco. Não havia muito verde e o principal meio de subsistência da economia local era o bode. Sem ter onde ficar, ele procurou um dos seus clientes, Severino, que de imediato entrou em contato com Zé Bonifácio, conhecido como “Bodão”. Severino disse que Zé “Bodão” era o maior criador de bodes da cidade, tendo um patrimônio tão grande quanto o de Pé de Ouro, um rico agricultor de uma cidade vizinha. Severino afirmou que Zé ficaria muito feliz em hospedá-lo. Todos conheciam a fazendo do Zé “Bodão”, ela era imensa, com mais de 5000 hectares com sede completa, galpões, nascentes e represas, pastos e currais, era uma coisa linda de se vê. Ao chegar à casa de patrão, João foi logo recebido por Zé “Bodão” que veio correndo saudá-lo. Era ele um homem alto e forte, de mãos calejadas pelo trabalho e de pele sulcada pelo tempo, mas tinha um olhar afável e gestos próprios de quem sabe zelar pelo próximo. Zé, que era muito hospitaleiro, insistiu que João ficasse o tempo que fosse necessário para consertar o seu carro. A mulher e os filhos de Zé “Bodão” eram iguais a ele, procurando sempre o melhor para a sua visita. Ao longo dos dias que se passaram ali na fazenda, João teve o prazer de conviver com aquela família e conhecer todas as riquezas que Zé possuía. Quando soube que o seu carro estava pronto, Zé providenciou uma grande festa de despedida para o seu hóspede. Quando chegou o momento de sua partida, João, agradecido por tudo o que Zé “Bodão” havia feito por ele, o parabenizou por sua família e por todas as riquezas que Deus havia concedido a ele. Porém, Zé “Bodão” com um sutil sorriso nos lábios lhe disse:
- Não se engane João, eu sei que tudo isso vai passar...
João ao longo de suas viagens, já havia visto de tudo um pouco, tinha conhecido muitas histórias, ouvido muitos “causos”, porém, jamais havia ficado tão intrigado com tão poucas palavras por toda a sua vida. Passou toda a viagem pensando no significado daquela resposta. Quando enfim chegou a Patos, era por volta do meio-dia, foi até a churrascaria Boi Forte e enquanto aguardava a Rabada meditou sobre as palavras de Zé “Bodão”, mas não conseguia compreender o que elas queriam dizer. Sendo assim, as deixou de lado por algum tempo, pois sabia que no tempo certo, ele as compreenderia. Assim se passaram os anos e João continuou a atender a região por mais alguns anos até que foi promovido a supervisor, sendo agora responsável pelos maiores clientes da Paraíba e Pernambuco. Depois de cinco anos passados sem visitar a cidade de Catingueira, João teve o prazer de, juntamente, com o seu vendedor voltar àquela cidade. Quando chegou a loja de seu Severino, foi logo perguntando por seu amigo Zé “Bodão”. Entretanto as notícias não foram das melhores. Severino mencionou que Zé “Bodão” morava agora na cidade vizinha com sua família e que estavam trabalhando para Pé de Ouro, visto que toda a criação de Zé foi dizimada por uma doença, assim como a de outros criadores, perdendo assim, o seu patrimônio. De imediato, João foi até Mãe D´agua, ver se achava o seu amigo. Quando lá chegou, mal dava para acreditar, o homem bem vestido que um dia conhecera, agora usava roupas velhas e desgastadas pelo trabalho na lavoura, mesmo assim, o espírito daquele homem e de sua família permanecia inabalável, a atenção e o cuidado com os visitantes eram os mesmos. A imensa fazenda que um dia viveram, agora se resumia a uma pequenina casa de 3 cômodos. Como outrora, receberam a João, providenciado comida e um lugar para que este descansasse da viagem. Ali permaneceu João até o final da tarde na companhia do seu amigo. Quando a noite despontou, João disse que já era hora dele partir, pois tinha de se encontrar com o seu vendedor, mas antes de ir embora, mencionou que sentia muito por tudo o que havia acontecido com o seu amigo e que tinha certeza de que, se Deus tinha permitido isso é porque Ele tinha seus propósitos, os quais muitas das vezes, desconhecemos. Contudo, para a surpresa de João, mais uma vez, Zé o surpreendeu, dizendo:
- Fique tranqüilo meu amigo, eu estou em paz, pois sei que tudo isso vai passar...
Aquela frase revirou os recônditos da mente de João. Parecia que foi ontem que ele tinha ouvido aquelas palavras, mas o contexto na época era outro, Zé agora passava por dificuldades, tinha perdido tudo, mesmo assim, permanecia tranqüilo e com um largo sorriso nos lábios.
A lembrança da serenidade daquele homem, do contentamento de sua família com a situação em que se encontravam, perseguiam João, como o leão persegue a sua presa.
Por que aquele homem, mesmo depois de tudo o que passou continua em paz, tranqüilo e com pensamentos positivos? Como ele consegue?
E por mais que ele pensasse sobre o assunto e se questionasse, ele não conseguia encontrar a resposta. Assim, mais uma vez, decidiu esquecê-la e deixar que o tempo resolvesse isso por ele.
Passado alguns anos, novamente, João se encontrava com o seu vendedor em Catingueira. Como de praxe, deixou o vendedor visitando os clientes e partiu em direção a fazenda de Pé de Ouro para rever como andava o seu amigo Zé “Bodão”. Foi até a antiga casa onde o seu amigo estava até então residindo, mas para sua surpresa, não encontrou Zé. Preocupado, se dirigiu até a casa grande, pra obter informações sobre o paradeiro do seu amigo. Ao bater na porta, algo inesperado aconteceu. Era Zé “Bodão” que estava à porta.
- Meu amigo João, como é bom lhe ver!!! – exclamou Zé “Bodão”
- O que houve Zé? – quis saber João.
Depois de horas conversando com o seu amigo na varanda do casarão, João ficou sabendo que Pé de Ouro havia falecido fazia três anos e como não tinha herdeiros, deixou todos os seus bens para Zé “Bodão” por ter sido um empregado fiel e de confiança, bem como, toda a sua família.
- Como estou feliz por você meu amigo – dando um abraço em Zé “Bodão”- por ver você bem, assim como sua esposa e filhos!!!
- Mas isso tudo vai passar João!!! – exclamou Zé “Bodão”, enquanto sorria e correspondia ao abraço de João.
Muito tempo se passou desde então e sempre que podia, João visitava o seu amigo Zé, até que um dia recebeu a notícia de que este veio a falecer. Infelizmente, João não pode comparecer ao enterro, pois se encontrava em viagem e não conseguiria chegar a tempo para o mesmo. Depois de algumas semanas, ainda triste e abalado pela morte do seu grande amigo, resolveu ir visitar a viúva e os filhos do seu amigo e procurar saber como eles estavam. E assim fez. Passado algumas horas em companhia daquela família, se dirigiu até o pequeno cemitério da cidade onde se encontrava o túmulo de Zé “Bodão”. Era simples como foi o Zé, mas para o seu encanto e admiração, quando dirigiu os seus olhos para o epitáfio o mesmo dizia: “ Até isto vai passar...”
Parecia que João ainda estava ouvindo a gargalhada do seu grande amigo quando dirigiu seus olhos para os céus.
Os anos se passaram e João se tornou um dos melhores Gerentes Comercial de sua empresa. Ainda vendedor, casou-se com uma bela jovem que havia conhecido em Campina Grande e com ela teve dois filhos. O mais velho agora com 22 anos estava no último período de Direito. João quis lhe dar um anel de formatura, mas que este tivesse um significado ímpar para o seu filho. João queria que, de algum modo, todas as vezes que o seu filho olhasse para aquele anel, tivesse o mesmo sentimento que ele tinha quando encontrava-se com Zé “Bodão”. Ele queria que seu filho, todas as vezes que o estivesse triste, ao olhar para aquele anel, permitiria que a alegria invadisse o seu coração. Assim como, todas as vezes em que achasse que tinha tudo na vida e que ele era o melhor, ao olhar para o anel, se entristecesse por sua arrogância e reconhecesse que necessita e depende inteiramente de Deus.
No dia da formatura, João entregou ao seu filho um belíssimo anel, com um rubi que refletia o carinho e amor daquele pai pelo seu filho.
Ao colocar no dedo o anel, seu filho ainda encantado pelo presente do pai, dirigiu o seu olhar para uma inscrição que tinha ao longo do anel e ficou intrigado e ao mesmo tempo empolgado pelo que sentiu ao ver aquelas palavras em seu anel...
Você sabe o que tinha escrito no anel??? Rssss

Deus os abençoe!!!

Marcus Aranha

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Só o Senhor nos conhece...


O que posso fazer?
Estou fechado por dentro
Sinto-me perdido em meio ao caos dos meus dias
Roubada me foi a alegria
E mesmo assim continuo a sorrir
Enquanto por dentro estou a chorar
Pois é mais fácil mentir
Do que a verdade aceitar...
Minha alma esta quebrantada diante da dor
Só você pode me compreender
Envolva-me com o seu amor
E que o teu Espírito venha por completo me acolher...
Não há quem me estenda a sua mão
Estou perdido em meio à densa e triste solidão
Não há outro que saiba o que estou a sentir
Mas real é o seu amor por mim
Nada pode enfim me ferir
Pois sou para ti, como a mais bela flor é para o jardineiro que, protege e cuida do seu jardim...
Não há outro que me possa amar tanto assim...
Abrace-me Senhor e que eu possa sentir tuas mãos transpassadas a me tocar
E que elas aqueçam a minha vida com o teu viver...
Que seguro em teus braços eu possa me encontrar
E que ao seu lado eu possa caminhar sem me preocupar com o caminho que hei de percorrer
Pois sei que livre dos riscos ao seu lado irei estar...
Ó Deus confirma as tuas palavras em meu coração
Que as tuas promessas não se tornem para mim uma triste desilusão
Estou caindo Senhor...
Sobre os meus joelhos estou a te procurar
A procurar o único que paz ao meu espírito pode dar
Que me eleva aos céus, aos mais altos montes
Até os longínquos horizontes
Do seu querer...
Leve-me para onde eu possa descansar
Onde este sofrimento que me consome, possa enfim acabar...
Quero experimentar do teu rio de águas vivas Senhor
Quero por sobre as ondas revoltas do mar, com confiança, caminhar...
Estou a procura de ti Pai!!!
Ensina-me a ter fé e por ela viver...
Pois nada além dos meus interesses e objetivos eu consigo ver...
Quebra-me Senhor e molda-me mais uma vez se necessário for
Não quero viver longe de ti e do teu amor
Sei que nada sou sem ti Senhor
Assim me entrego, por completo, em tuas mãos
E que tudo se faça segundo o teu querer...
Para que um dia eu possa enfim ser
Tudo aquilo que sonhastes para mim...


Marcus Aranha