quinta-feira, 28 de junho de 2007

As dificuldades são passageiras...




Deus é maravilhoso e tem sempre o que nos ensinar, mesmo quando não estamos prestando atenção...
Tenho passado por dias difíceis...dias cheios de adversidades e obstáculos...dias onde procuramos um pouco de calor e luz em meio as densas e escuras nuvens que prenunciam mais um dia de chuva...
Mas felizmente hoje, Deus mais uma vez se fez presente me mostrando como ainda é pequena a minha fé e o quanto eu tenho que aprender...
Passei parte da manhã com dois grandes amigos, os quais alguns já os conhecem...Tibério e Tchaka...almoçamos juntos no chinês perto do Mag...fizemos o pedido e enquanto conversávamos a espera do nosso almoço, comecei a prestar a atenção numa criança que se encontrava duas mesas à frente da nossa...o guri devia ter uns 3 anos de idade...ele era uma graça...ria, fazia diversas caretas, batia na mesa fazendo todos os que se encontravam ao seu redor sorrirem com o seu entusiasmo. Ao seu lado, encontrava-se a sua mãe que, atenciosamente, acompanhava com os olhos atentos todas as peripécias do filho...Houve um momento porém, que o semblante daquele menino mudou. A fome batia a sua porta. O sorriso, como um passe de mágica, cedeu lugar ao desânimo. Ele estava triste. E mesmo tendo outras pessoas na mesa, somente sua mãe perceberá a súbita mudança. Percebi que ela fez um gesto chamando o garçom que estava o mais próximo da mesa, não sei o que ela falou com ele, mas não deu mais de cinco minutos para a comida chegar à mesa. E foi ali, diante da atitude daquela mãe que me lembrei do texto que se encontra em Isaías 49:15 que diz: “ Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de modo que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu , todavia, não me esquecerei de ti”.
Quão grande e maravilhoso é o nosso Deus...Deus que cuida de cada um de nós, que tem planos de fazer-nos prosperar e não de nos causar dano, planos de dar-nos esperança e um futuro (Jeremias 29:11).
Não sei quanto a vocês...mas o dia que começou nublado pelas densas nuvens que cobriam os céus, assim como os meus problemas, se tornaram pequenos diante do esplendor do amor que Deus tem por mim...pude sentir esse amor invadir a minha vida, assim como o brilho do sol que se tornava cada vez mais presente nesta manhã, dissipando as nuvens e fazendo a chuva parar...Pois o seu amor por cada um de nós foi escrito antes deste dia, dos meus problemas, desta chuva que parece que nunca vai acabar...sim...antes de tudo, Ele já nos amava e escrevia a história deste amor por cada um de nós...Tudo começou com Ele e é para Ele (Colossenses 1:16), Ele já cuidava de nós antes mesmo de nascermos ( Isaías 44:2). Sendo assim, não há o que temer...Deus cumpre a sua promessa e não deixará que venhamos a ser tentados além do que possamos suportar (1 Coríntios 10:13).
Depois de poucas garfadas, o guri voltou a sorrir e a brincar e nela, sua mãe encontrava prazer, pois podia sentir quão grande era o amor do seu filho por ela. E é assim é o nosso Deus, que se agrada daqueles que o adoram e confiam no seu amor (Salmos 147:11). Como afirmou Jó: “ Não vê ele os meus caminhos, e não considera cada um dos meus passos?" (Jó 31:4). Ele cuida de cada detalhe de nossas vidas e ele prometeu que jamais nos deixaria...jamais nos abandonaria ( Hebreus 13:5)

Que Deus nos abençoe!!!

Marcus Aranha

sexta-feira, 15 de junho de 2007

EU SEI QUE ISSO VAI PASSAR...




Certo dia, João, um vendedor que fazia rota pelo interior da Paraíba a mais de sete anos sofreu um pequeno acidente a caminho de Patos. Enquanto visitava alguns clientes da cidade de Catingueira, o seu carro quebrou, deixando-o impossibilitado de locomover e o conserto levaria alguns dias. O clima da cidade era horrível, quente e seco. Não havia muito verde e o principal meio de subsistência da economia local era o bode. Sem ter onde ficar, ele procurou um dos seus clientes, Severino, que de imediato entrou em contato com Zé Bonifácio, conhecido como “Bodão”. Severino disse que Zé “Bodão” era o maior criador de bodes da cidade, tendo um patrimônio tão grande quanto o de Pé de Ouro, um rico agricultor de uma cidade vizinha. Severino afirmou que Zé ficaria muito feliz em hospedá-lo. Todos conheciam a fazendo do Zé “Bodão”, ela era imensa, com mais de 5000 hectares com sede completa, galpões, nascentes e represas, pastos e currais, era uma coisa linda de se vê. Ao chegar à casa de patrão, João foi logo recebido por Zé “Bodão” que veio correndo saudá-lo. Era ele um homem alto e forte, de mãos calejadas pelo trabalho e de pele sulcada pelo tempo, mas tinha um olhar afável e gestos próprios de quem sabe zelar pelo próximo. Zé, que era muito hospitaleiro, insistiu que João ficasse o tempo que fosse necessário para consertar o seu carro. A mulher e os filhos de Zé “Bodão” eram iguais a ele, procurando sempre o melhor para a sua visita. Ao longo dos dias que se passaram ali na fazenda, João teve o prazer de conviver com aquela família e conhecer todas as riquezas que Zé possuía. Quando soube que o seu carro estava pronto, Zé providenciou uma grande festa de despedida para o seu hóspede. Quando chegou o momento de sua partida, João, agradecido por tudo o que Zé “Bodão” havia feito por ele, o parabenizou por sua família e por todas as riquezas que Deus havia concedido a ele. Porém, Zé “Bodão” com um sutil sorriso nos lábios lhe disse:
- Não se engane João, eu sei que tudo isso vai passar...
João ao longo de suas viagens, já havia visto de tudo um pouco, tinha conhecido muitas histórias, ouvido muitos “causos”, porém, jamais havia ficado tão intrigado com tão poucas palavras por toda a sua vida. Passou toda a viagem pensando no significado daquela resposta. Quando enfim chegou a Patos, era por volta do meio-dia, foi até a churrascaria Boi Forte e enquanto aguardava a Rabada meditou sobre as palavras de Zé “Bodão”, mas não conseguia compreender o que elas queriam dizer. Sendo assim, as deixou de lado por algum tempo, pois sabia que no tempo certo, ele as compreenderia. Assim se passaram os anos e João continuou a atender a região por mais alguns anos até que foi promovido a supervisor, sendo agora responsável pelos maiores clientes da Paraíba e Pernambuco. Depois de cinco anos passados sem visitar a cidade de Catingueira, João teve o prazer de, juntamente, com o seu vendedor voltar àquela cidade. Quando chegou a loja de seu Severino, foi logo perguntando por seu amigo Zé “Bodão”. Entretanto as notícias não foram das melhores. Severino mencionou que Zé “Bodão” morava agora na cidade vizinha com sua família e que estavam trabalhando para Pé de Ouro, visto que toda a criação de Zé foi dizimada por uma doença, assim como a de outros criadores, perdendo assim, o seu patrimônio. De imediato, João foi até Mãe D´agua, ver se achava o seu amigo. Quando lá chegou, mal dava para acreditar, o homem bem vestido que um dia conhecera, agora usava roupas velhas e desgastadas pelo trabalho na lavoura, mesmo assim, o espírito daquele homem e de sua família permanecia inabalável, a atenção e o cuidado com os visitantes eram os mesmos. A imensa fazenda que um dia viveram, agora se resumia a uma pequenina casa de 3 cômodos. Como outrora, receberam a João, providenciado comida e um lugar para que este descansasse da viagem. Ali permaneceu João até o final da tarde na companhia do seu amigo. Quando a noite despontou, João disse que já era hora dele partir, pois tinha de se encontrar com o seu vendedor, mas antes de ir embora, mencionou que sentia muito por tudo o que havia acontecido com o seu amigo e que tinha certeza de que, se Deus tinha permitido isso é porque Ele tinha seus propósitos, os quais muitas das vezes, desconhecemos. Contudo, para a surpresa de João, mais uma vez, Zé o surpreendeu, dizendo:
- Fique tranqüilo meu amigo, eu estou em paz, pois sei que tudo isso vai passar...
Aquela frase revirou os recônditos da mente de João. Parecia que foi ontem que ele tinha ouvido aquelas palavras, mas o contexto na época era outro, Zé agora passava por dificuldades, tinha perdido tudo, mesmo assim, permanecia tranqüilo e com um largo sorriso nos lábios.
A lembrança da serenidade daquele homem, do contentamento de sua família com a situação em que se encontravam, perseguiam João, como o leão persegue a sua presa.
Por que aquele homem, mesmo depois de tudo o que passou continua em paz, tranqüilo e com pensamentos positivos? Como ele consegue?
E por mais que ele pensasse sobre o assunto e se questionasse, ele não conseguia encontrar a resposta. Assim, mais uma vez, decidiu esquecê-la e deixar que o tempo resolvesse isso por ele.
Passado alguns anos, novamente, João se encontrava com o seu vendedor em Catingueira. Como de praxe, deixou o vendedor visitando os clientes e partiu em direção a fazenda de Pé de Ouro para rever como andava o seu amigo Zé “Bodão”. Foi até a antiga casa onde o seu amigo estava até então residindo, mas para sua surpresa, não encontrou Zé. Preocupado, se dirigiu até a casa grande, pra obter informações sobre o paradeiro do seu amigo. Ao bater na porta, algo inesperado aconteceu. Era Zé “Bodão” que estava à porta.
- Meu amigo João, como é bom lhe ver!!! – exclamou Zé “Bodão”
- O que houve Zé? – quis saber João.
Depois de horas conversando com o seu amigo na varanda do casarão, João ficou sabendo que Pé de Ouro havia falecido fazia três anos e como não tinha herdeiros, deixou todos os seus bens para Zé “Bodão” por ter sido um empregado fiel e de confiança, bem como, toda a sua família.
- Como estou feliz por você meu amigo – dando um abraço em Zé “Bodão”- por ver você bem, assim como sua esposa e filhos!!!
- Mas isso tudo vai passar João!!! – exclamou Zé “Bodão”, enquanto sorria e correspondia ao abraço de João.
Muito tempo se passou desde então e sempre que podia, João visitava o seu amigo Zé, até que um dia recebeu a notícia de que este veio a falecer. Infelizmente, João não pode comparecer ao enterro, pois se encontrava em viagem e não conseguiria chegar a tempo para o mesmo. Depois de algumas semanas, ainda triste e abalado pela morte do seu grande amigo, resolveu ir visitar a viúva e os filhos do seu amigo e procurar saber como eles estavam. E assim fez. Passado algumas horas em companhia daquela família, se dirigiu até o pequeno cemitério da cidade onde se encontrava o túmulo de Zé “Bodão”. Era simples como foi o Zé, mas para o seu encanto e admiração, quando dirigiu os seus olhos para o epitáfio o mesmo dizia: “ Até isto vai passar...”
Parecia que João ainda estava ouvindo a gargalhada do seu grande amigo quando dirigiu seus olhos para os céus.
Os anos se passaram e João se tornou um dos melhores Gerentes Comercial de sua empresa. Ainda vendedor, casou-se com uma bela jovem que havia conhecido em Campina Grande e com ela teve dois filhos. O mais velho agora com 22 anos estava no último período de Direito. João quis lhe dar um anel de formatura, mas que este tivesse um significado ímpar para o seu filho. João queria que, de algum modo, todas as vezes que o seu filho olhasse para aquele anel, tivesse o mesmo sentimento que ele tinha quando encontrava-se com Zé “Bodão”. Ele queria que seu filho, todas as vezes que o estivesse triste, ao olhar para aquele anel, permitiria que a alegria invadisse o seu coração. Assim como, todas as vezes em que achasse que tinha tudo na vida e que ele era o melhor, ao olhar para o anel, se entristecesse por sua arrogância e reconhecesse que necessita e depende inteiramente de Deus.
No dia da formatura, João entregou ao seu filho um belíssimo anel, com um rubi que refletia o carinho e amor daquele pai pelo seu filho.
Ao colocar no dedo o anel, seu filho ainda encantado pelo presente do pai, dirigiu o seu olhar para uma inscrição que tinha ao longo do anel e ficou intrigado e ao mesmo tempo empolgado pelo que sentiu ao ver aquelas palavras em seu anel...
Você sabe o que tinha escrito no anel??? Rssss

Deus os abençoe!!!

Marcus Aranha

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Só o Senhor nos conhece...


O que posso fazer?
Estou fechado por dentro
Sinto-me perdido em meio ao caos dos meus dias
Roubada me foi a alegria
E mesmo assim continuo a sorrir
Enquanto por dentro estou a chorar
Pois é mais fácil mentir
Do que a verdade aceitar...
Minha alma esta quebrantada diante da dor
Só você pode me compreender
Envolva-me com o seu amor
E que o teu Espírito venha por completo me acolher...
Não há quem me estenda a sua mão
Estou perdido em meio à densa e triste solidão
Não há outro que saiba o que estou a sentir
Mas real é o seu amor por mim
Nada pode enfim me ferir
Pois sou para ti, como a mais bela flor é para o jardineiro que, protege e cuida do seu jardim...
Não há outro que me possa amar tanto assim...
Abrace-me Senhor e que eu possa sentir tuas mãos transpassadas a me tocar
E que elas aqueçam a minha vida com o teu viver...
Que seguro em teus braços eu possa me encontrar
E que ao seu lado eu possa caminhar sem me preocupar com o caminho que hei de percorrer
Pois sei que livre dos riscos ao seu lado irei estar...
Ó Deus confirma as tuas palavras em meu coração
Que as tuas promessas não se tornem para mim uma triste desilusão
Estou caindo Senhor...
Sobre os meus joelhos estou a te procurar
A procurar o único que paz ao meu espírito pode dar
Que me eleva aos céus, aos mais altos montes
Até os longínquos horizontes
Do seu querer...
Leve-me para onde eu possa descansar
Onde este sofrimento que me consome, possa enfim acabar...
Quero experimentar do teu rio de águas vivas Senhor
Quero por sobre as ondas revoltas do mar, com confiança, caminhar...
Estou a procura de ti Pai!!!
Ensina-me a ter fé e por ela viver...
Pois nada além dos meus interesses e objetivos eu consigo ver...
Quebra-me Senhor e molda-me mais uma vez se necessário for
Não quero viver longe de ti e do teu amor
Sei que nada sou sem ti Senhor
Assim me entrego, por completo, em tuas mãos
E que tudo se faça segundo o teu querer...
Para que um dia eu possa enfim ser
Tudo aquilo que sonhastes para mim...


Marcus Aranha

sábado, 9 de junho de 2007

O jovem Empresário e o Líder Espiritual...

Um jovem empresário cristão encontrou por acaso, certa vez, o seu líder espiritual sentado em uma mesa de bar com duas outras pessoas de má aparência e que, ainda por cima,segundo o seu entender, se encontravam embriagadas, mesmo assim, o seu líder permanecia atento e amável diante dos murmúrios e comentários sem nexo das suas companhias.
Escandalizado pela cena que presenciava, o jovem empresário, meio que sem jeito, se dirigiu a mesa e antes mesmo que o seu líder espiritual tivesse a oportunidade de falar qualquer coisa, foi logo dizendo:
- Como é possível que um homem como o senhor, que é líder de nossa igreja, que se dedica tanto ao conhecimento da Palavra, a oração e santificação, possa estar sentado aqui com estes dois maltrapilhos, que ainda por cima estão bêbados?
O líder espiritual lhe disse:
- Filho, responda-me a seguinte pergunta e terás a tua resposta, pois esta será idêntica à minha, tudo bem para você?
- Tudo bem – afirmou o jovem.
- Por que razão você leva sempre consigo o seu palmtop e celular,os quais vejo sempre ao seu lado? Certa vez me dissestes que eram “ferramentas de trabalho”, mas hoje é sábado e já passam das 23:00hs e mesmo assim, ambas permanecem contigo, posto que deveriam estar no teu escritório, enquanto aproveitas o teu dia de folga. Porque então elas ainda se encontram contigo?
O jovem empresário lhe disse:
- Ambas permanecem comigo para que eu não venha a perder nenhuma oportunidade de mercado. Não posso me dar ao luxo de abrir mão de um negócio. Tenho um nome a zelar e um padrão de vida para manter. Alto são os meus custos com os meus estudos e outras prioridades. Preciso me encontrar sempre bem vestido, estar sempre muito bem acompanhado, possuir um carro de luxo, freqüentar os melhores restaurantes e ambientes da sociedade, pois no ramo em que atuo a imagem é tudo e para tanto, preciso ganhar muito dinheiro. Assim sendo, não posso abrir mão de me encontrar com o estas duas “ferramentas”, são elas que me garantem sobreviver pessoal, financeira e profissionalmente, sem elas, com certeza eu não seria o empresário bem sucedido que sou e aqui não estaria para responder sua pergunta.
Diante da resposta do jovem, o líder espiritual refletiu por um momento e lhe disse:
- Se eu passasse todo o meu tempo unicamente para conhecer os ensinamentos do Senhor, em oração e santificação e negligenciasse o cuidado às criaturas de Deus, talvez você me tomasse por santo, quando na realidade eu teria me tornado alguém incapaz de fazer qualquer outra coisa, de maneira tal, que me tornaria insensível aos que carecem de minha ajuda e é justamente por isso que aqui estou, para que um dia eu receba os louvores do nosso Senhor (Mateus 25:34-39). Essas pessoas que você tem por maltrapilhas, são os mesmos "doentes" que Cristo se refere quando diante dos "santos" fariseus lhes responde: "Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrepedimento." (Lucas 5:31,32). Entende agora meu filho o que estou fazendo aqui?
De igual modo, se passas todos os teus dias, de manhã até a noite, buscando boas oportunidades de negócio, desenvolvendo os seus relacionamentos profissionais, dedicando-se aos estudos para melhorar suas habilidades técnicas, se são essas as suas prioridades, com certeza você passaria por um profissional de talento, intrépido e de valor inestimável para qualquer empresa, porém, essa mesma paixão que você tem pelos seus negócios e tudo o que eles lhe proporcionam teriam te tornado incapaz de fazer qualquer outra coisa – que não fosse vender, negociar, ganhar dinheiro e aproveitar tudo o que de “bom” ele pode lhe proporcionar.
Tu,meu filho, terias te tornado inapto para as coisas deste mundo, caso você, não estabelecesse estas prioridades para a sua vida e eu teria me tornado incapaz de viver as coisas de Deus se negligenciasse o amor ao próximo...
Deus os abençõe

Marcus Aranha

Os Quatro “Eu”!!!


A melhor hora do dia para mim é acordar. É muito bom abrir os olhos e perceber a graça que Deus me concede de viver mais um dia após uma noite de sonhos. Um pouco confuso, ainda embriagado pelo sono, vou deixando a realidade se fazer presente através do brilho do sol que invade o meu quarto pela janela e do toque “soneca” do meu celular. É hora de levantar!!! À proporção que os minutos se passam, faço minha devocional, preparo o meu café da manhã e ligo a TV para ver o que está passando. Mudando os canais, achei muito interessante a cena do desenho “O laboratório de Dexter” que estava passando no Cartoon Network. Dexter, desejoso de saber como seria o seu futuro, cria uma máquina do tempo e viaja pelo mesmo, conhecendo os seus “Eu” na juventude, na maturidade e, por fim, na velhice. Todos conhecem este tipo de história, porém, diferente de todas as histórias de viagem no tempo que já tenham visto o que me chamou a atenção em particular para esta, foi o final do episódio, quando os quatro “eu” de Dexter estão reunidos e começam a agradecer, um ao outro, por tudo o que fizeram por si. A criança agradecendo ao jovem por ter sido fiel aos seus sonhos, este tendo orgulho pela perseverança e determinação do homem, mesmo diante das adversidades, aos seus propósitos e, finalmente, o idoso confessando à todos a alegria de ter sido sempre uma criança. Quando o desenho acabou, parei um pouco para refletir e pensar, caso fosse possível, o meu encontro com a criança, que um dia eu fui, com o homem maduro e o idoso que um dia eu serei. Teria eu motivos para agradecer e receber a gratidão deles? Será que o idoso olharia para mim e me parabenizaria pelas as escolhas que fiz hoje? A criança que um dia teve sonhos, ficaria feliz com o homem que um dia irei ser?
A vida humana para muitos, enquanto vivida, é um turbilhão de ilusões que se fazem e se desfazem...sem lógica, sem sentido e sem previsão. Nascem, crescem e morrem, tendo, eventualmente, momentos de prazer e satisfação. Diante disto, uns, procuram vivê-la intensamente, sem pensar no amanhã, ao passo que os demais, vivem e vegetam sem a menor noção do que está acontecendo. Porém, entre os dois extremos, existe uma pequena porta, que assim como uma máquina do tempo, nos mostra o passado, revelando o sentido do presente e nos assegurando do futuro .“Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador. 2 Mas o que entra pela porta é o pastor das ovelhas.3 A este o porteiro abre; e as ovelhas ouvem a sua voz; e ele chama pelo nome as suas ovelhas, e as conduz para fora.4 Depois de conduzir para fora todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz;5 mas de modo algum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.6 Jesus propôs-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que era que lhes dizia.7 Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas (...) 9 Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá, e achará pastagens.” (João 10:1-7,9). É esta porta que nos conduz a um futuro promissor “Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, ‘ planos de fazê-los prosperar e não lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. ’” (Jeremias 29:11). Diante do conhecimento desta porta, é irresistível não querer mais fazer parte da maioria que navega na ignorância, perdidos numa vida sem sentido. Antes, somos tomado pelo desejo de ser um dos poucos que mergulham na profundidade de uma existência plena. Sei que posso até parecer um pouco presunçoso e metido a besta, mas quando paro para pensar que “eu” existo e que jamais deixarei de existir, ou seja, que há um plano maior, a eternidade, o sentido da vida, como muitos imaginam, seja no aspecto financeiro, emocional, profissional, estético, etc., se torna irrelevante. Temos antes, de achar a porta, “ Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55:6-9)
A vida não se resume em manter a beleza e a juventude ou ter poder, riqueza e ser bem quisto pela sociedade. Se a vida de uma pessoa se resume a apenas isto, as únicas coisas que elas irão encontrar por detrás destas portas são tristeza e insatisfação, pois o muito que conseguirmos com elas, nunca será o suficiente.
De minha parte, estou me redescobrindo, bem como, os planos de Deus para minha vida, que por sinal, são maravilhosos, como o salmista mesmo afirma “Senhor meu Deus! Quantas maravilhas tens feito! Não se pode relatar os planos que preparastes para nós! Eu queria proclamá-los e anunciá-los, mas são por demais numerosos” (Salmos 40:5). Diante deles, tenho aprendido a curtir este período que Deus me concedeu em existir, pois tudo o que hoje fazemos, todas as nossas opções se refletem na eternidade. Por isso, temos de pedir sempre discernimento a Deus em nossas escolhas, para viver do jeito que Ele espera que nós venhamos a viver, driblando as críticas e censuras dos demais que desconhecem o prazer de conhecer e servir ao Senhor. Eu sou sincero em confessar que fiz muita burrada ao longo destes 31 anos e que ainda farei algumas, que fui arrogante, intolerante, fatos dos quais me arrependo mas que, aos meus olhos pareciam certos. Porém, o meu desejo é chegar ao fim dos meus dias e olhando para trás, agradecer à todos os meus “eu” por minhas escolhas e pela vida que tive aos pés do Senhor. Lembrando que nunca é tarde para mudar o nosso caminho e encontrar a verdadeira porta do sentido de nossa existência. Sendo assim, pare um pouco e reflita sobre quem um dia você foi quando criança, seus sonhos e desejos, quem é hoje você e quem um dia você deseja ser...Quando paramos para analisar estes fatos percebemos o quão importante eles são para compreendermos o nosso papel e nossas escolhas ao longo do caminho da vida, nos revelando se estamos ou não distantes dos caminhos e planos que Deus tinha para nós...
A vida é como uma gota de água no oceano da eternidade. É breve. Sendo assim, qual a vida que você tem e que almeja ter?

Deus os abençoe!!!

Marcus Aranha

Velho demais?

Recentemente completei 31 anos de idade, eu estava em Porto Alegre na companhia de minha irmã, meu cunhado e pouquíssimos amigos gaúchos que estavam loucos para provar da culinária nordestina. Mesmo ciente das palavras do inesquecível Picasso que afirmava que “a inspiração só aparece quando lhe apetece e não quando é invocada em nome de uma necessidade premente de criação”, aceitei o desafio, sem saber exatamente como iria cumprir com a minha palavra, pois para os que me conhecem, sabem que a cozinha para mim não é um ambiente, vamos assim dizer, amigável. Convide-me para lavar pratos, mas cozinhar não é minha especialidade. Mas o desafio era estimulante e resolvi ir em frente, como diz o ditado: “viver é correr riscos.”
Aproveitei então para fazer um dos meus pratos prediletos, creio que vocês conhecem o nosso famoso “arrumadinho”, tirei um dia para comprar os ingredientes, felizmente, minha mãe havia enviado uma remessa de carne de sol e charque, foi o que me salvou! Porém, quando me pus diante do balcão, faca em mãos para “preparar” a carne, cortar cebola, pimentão, tomate e todo o resto do trabalho que teria pela frente, quase desisti! Além do mais, precisava organizar a viagem para Gramado, reservar hotel, ver os programas turísticos, etc., este momento se tornou um tormento. No entanto, a oportunidade de aprender algo novo, de superar os contratempos e apreciar os resultados que com certeza brotariam no final, diziam-me que continuasse, pois eu iria conseguir. Afinal de contas, eu posso vencer os meus medos. Se tudo precisasse estar bem e do jeito que eu imagino que tenha de ser, para estar bem comigo mesmo eu acabaria refém das circunstâncias. Liguei para a minha mãe e recapitulei todos os passos necessários para fazer o famoso “arrumadinho”. Lentamente fui tomando nota de tudo o que eu deveria fazer. Comecei a revisar tudo o que ela havia me dito, tudo agora começava a ficar mais claro e, relativamente, fácil, eu sabia como fazer o feijão e o arroz, como fritar a carne, corta os legumes, etc., como um bom matemático, fui cortando e misturando tudo nas devidas proporções, mas em um determinado momento, novamente me vi diante de uma equação que eu não saberia resolver. Como um estudante que pela primeira vez escuta o professor mencionar que terá uma prova surpresa de Derivadas, ali estava eu diante de uma inequação cuscuziana, sem saber para onde ir. Como um arqueólogo ,fui obrigado a reler todos os manuscritos dos mestres da cozinha, passando de Boccato a Olivier Anquier, mas nada encontrei. Estava a ponto de desanimar, a única coisa que me mantinha de pé, era a certeza de que é justamente nestes momentos que Deus proporciona um alívio, uma válvula de escape e isto brotava dos meus pensamentos mantendo a serenidade, a alegria e a paz diante da poucas horas que me restavam para terminar os pratos. Pra minha felicidade, minha irmã estava chegando em casa e disse que não me preocupasse que o cuscuz ela faria. Problema resolvido! Deus me concedia a chance de extrair o máximo de conforto de dentro dos sapatos que eu, naquele momento, estava calçando. E é nestas horas, que aprendemos o verdadeiro sentido da alegria e contentamento. Se soubermos extrair muito do pouco que temos, estaremos preparados para ter muito mais, caso contrário, o nosso muito jamais será suficiente. Seremos vítimas da eterna insatisfação. Como se diz, quem almeja dias felizes precisa aprender a chorar. E assim foi comigo...Nunca ache que é tarde demais para aprender algo na sua vida. Felizes são os que ainda não adquiriram o “canudo”, nem se formaram na “Faculdade da vida”, pois jamais irão envelhecer, serão por toda vida, jovens aprendizes, diferente de muitos que “envelheceram” mesmo tendo 20 ou 30 anos. Deixaram de sonhar, perderam a esperança e se deixaram levar pelas ansiedades, necessidades, compromissos e problemas da vida, tornando-se tão complicados quão complicadas são suas vidas, que às vezes nem nós suportamos, pois vivem reclamando e murmurando, disto ou daquilo.
Quanto a mim, vou agradecendo a Deus, pelas novas aulas que ele me proporciona, aprendendo sempre novas lições que me mantém me ensinam a ser feliz mesmo diante das adversidades e preocupações, pois sei que os problemas nunca desaparecerão de nossas vidas, mas que minha atitude diante deles pode ser diferente.
Ah, Quanto ao jantar...felizmente, todos adoraram o “arrumadinho”, repetindo o prato diversas vezesssssssssssssssssss!!!

Marcus Aranha

Castelo de Cartas...

Castelo de Cartas

Às vezes
A gente pensa
Que está tudo certo...
Mas não está.
A comodidade
É a maior segurança,
Até alguém puxar
A última carta do monte.
Aí, desabamos,
Sem saber o que aconteceu,
Só sabemos que caímos
E não temos onde segurar.
Construímos novamente
O castelo da cartas
Com carinho, amor
E cuidado.
Não demora a ficar pronto,
Vem outro e assopra;
Novamente caímos
Sem ter onde apoiar.
A vida é assim,
Caímos mais rápido
Do que levantamos,
E somos felizes?
Só é feliz aquele
Que nunca desiste
De se levantar
E erguer
Um novo castelo.
Fernanda Paredes

Quem nunca fez um castelinho de cartas quando criança??? Recentemente, levado pela onda “Uno” que vem assolando a nossa juventude, tive a oportunidade de matar a saudade desta brincadeira infantil. Sim, isso mesmo. Fui erguendo o castelo, cada carta, apoiando uma na outra e carta por carta, o castelo ia se tornando realidade. Quando terminei, passei algum tempo observando aquele pequeno amontoado de cartas… Em seguida, bati com força na mesa e o castelo desmoronou, ao mesmo tempo em que o pessoal perguntava o que eu estava fazendo...
É muito interessante perceber que uma simples brincadeira nos traga tantas lições de como pode ser a nossa vida...
Dependendo de como você coloque as cartas, do ambiente e das características da superfície do local onde você está montando o seu castelo, você obterá sucesso ou não na sua empreitada. E mesmo assim, outros fatores podem surgir ao longo da construção, desviando o seu foco de atenção, mudando os seus planos originais, fazendo com que “antigos” castelos cedam espaço para os “novos”. Assim, tudo o que nos rodeia, incluindo a nós mesmos, está mudando constantemente. E como castelos de cartas, a maneira como mudam as coisas ou as pessoas está em função da sua relação com seu meio.
Nossa vida está cheia de novas possibilidades para o futuro. Tudo depende da maneira como nos enxergamos – o quanto reconhecemos nossas possibilidades - e que tipo de relações criamos.
Recentemente, me deparei com o texto de Atos 9, que nos fala da conversão de Paulo. ..Que momento na história da comunidade cristã! O que outrora perseguia é agora um irmão (v.17) e aquele que respirava ameaças e morte contra os discípulos (v.1), se esforçava agora, cada vez mais, para provar que Jesus era o Cristo (v.22). Tudo muda não só na sua aparência ou forma mas também na sua natureza ou significado. E Deus está a frente, carta por carta, e se for necessário, ele baterá na mesa quantas vezes por preciso e começara novamente a obra em nossas vidas, pois somos instrumentos seus escolhidos para um objetivo (v.15,16).
Outro fato que nos chama a atenção diante disto é a nossa atitude. Percebemos hoje, lendo o livro de Atos, o que Deus queria fazer na vida de Paulo, mas lembre-se, ele não conhecia este livro...ele não compreendia o que estava acontecendo...a vida para ele, naquele momento era uma caixinha de surpresas...num dia de sol, a caminho de Damasco, seu castelo começara a ruir...aquele que um dia sonhara em sentar numas das setenta cadeiras do sinédrio e legislar sobre o povo judeu, encontrava-se agora cego em um quarto escuro, muitos estariam murmurando o seu estado, diante de sua posição social, de quem ele era, mas por Deus(...), não este homem, não Paulo de Tarso!!! Diante das circunstâncias que lhe afligiram ele se colocou a orar (v.11)
Podemos assim aprender outra grande lição quando as cartas caem...Não existe um valor absoluto - bom ou mau - designado às coisas ou eventos das nossas vidas. Seus significados dependem, essencialmente, do que fazemos com eles. Sem importar o doloroso ou desafortunado que possa ser um evento que possamos encontrar, ainda podemos criar dele um significado positivo, dependendo de como o vemos e o quê fazemos com ele. Nossa visão e as ações resultantes, porém, estão determinadas não simplesmente pela nossa compreensão intelectual e sim pela nossa consciência essencial ou o estado do nosso ser mais profundo com Deus. É nestas horas que me lembro de Pedro e João, quando interrogados e ameaçados pelos fariseus para que não mais pregassem a Cristo (At 4:18-24).
Qual seria a nossa atitude se o Supremo Tribunal Federal nos ameaçasse de prisão, perda de nossos bens, etc., caso continuássemos a infligir à Lei, pregando o verdadeiro Cristianismo e sua doutrina contra o homossexualismo e outras questões?
Alguns ficariam aflitos, mas não estes homens. O significado que a vida tinha para eles e do seu relacionamento com Deus era diferente. Mesmo na adversidade, eles encontravam a paz de espírito, a alegria e o contentamento. Quem diria que Pedro teria este tipo de atitude? Nada é exatamente igual de um instante para o outro, as coisas podem ser ruins, como também podem melhorar. Portanto, melhorar nossa vida é possível, e sempre seremos capazes de fazê-lo. Neste sentido, estabelecer limitações equivale a viver sob a ilusão de que a imagem que temos de nós mesmos ou dos outros, neste momento, é uma realidade fixa. Assim como Pedro que, não se achou digno de Cristo e voltou aos seus afazeres após a morte de Jesus, foi necessário uma “conversinha” em particular com Jesus (Jo 21:1-18) ou mesmo Ananias quando ouviu a respeito de quem ele iria encontrar na casa de Judas. As pessoas se admiravam de que até então era alguém com sede de sangue dos seguidores do “Caminho”, agora defendia a Cristo (At 9:21). Aproveitando que estamos falando de Ananias, outra lição que podemos aprender com as cartas seria que nenhuma carta permanece de pé sozinha.
Muitos acreditam que o cristianismo que conhecemos começou em Paulo, não que eu esteja discordando, longe disto, mas voltemos ao texto...Saulo de Tarso encontrava-se cego num quarto orando ao Senhor. Em outro lugar daquela cidade, um homem recebia de Deus uma missão que causara certa ansiedade e temor (v.11).
Ananias relutou a princípio, diante do que poderia acontecer com ele, porém, ele obedeceu a Deus (v.17). E como é maravilhoso o modo como Ananias começa aquele encontro...chamando a Paulo de irmão. Não podemos perder isto de vista nunca!!!!
Esta acolhida simples, porém de um valor ímpar na vida de Paulo. Elas, como o próprio John Stott afirma: “podem muito bem ter sido as primeiras palavras que Saulo ouviu de lábios cristãos após sua conversão, e foram palavras de acolhida fraternal”. Imaginem, porém, se Ananias não tivesse ignorado os seus temores fechando os olhos da fé e tivesse desobedecido ao Senhor?
A vida de Ananias encontrou sentido quando Ele ouviu a voz do Senhor. Não existimos totalmente por nossa conta. O significado da nossa vida - e da nossa felicidade - surge através dos relacionamentos que desenvolvemos com os que nos rodeiam, com a comunidade e o mundo no qual vivemos. Esta foi a primeira visão que Paulo teve, a de que não existe Cristianismo sem o próximo. A nossa felicidade se encontra no outro. Não existe distinção fundamental entre nossa felicidade e a dos outros. Cair na ilusão de que somos independentes dos outros é afastar-nos do mundo que nos rodeia e do chamado que recebemos de amar ao próximo como Cristo nos amou (Jo 13:34). Não reconhecer e apreciar isto devido à ilusão do egoísmo, dos próprios interesses, de querer ser independente originará desequilíbrio e infelicidade. Isolados, nossa vida perde significado. Não importa quão belo, rico, atraente, inteligente eu possa ser!!!
Mas, dependendo de como nos relacionamos com os outros e com nosso ambiente, podemos realizar o infinito potencial que possuímos e compartilhar nosso próprio valor com os demais. Neste sentido, os mais desafortunados são aqueles que se isolam na prisão do seu próprio egocentrismo e trancam a porta por dentro insistindo em que suas vidas são fundamentalmente separadas. Numa irônica inversão da sua verdadeira intenção, os que procuram um valor absoluto na sua própria existência, ignorando a felicidade dos outros estão, na realidade, esvaziando sua vida de significado. (Lc 9:24) Com a ausência dessas relações, tudo o que fica é o “vazio”.
Se compreendermos que nossa vida se encontra nas mãos de Deus, carta por carta, sonho por sonho, podemos ter a garantia que Ele irá nos surpreender, para tanto se faz necessário termos fé de que, mesmo enfrentando situações que aos nossos olhos pareçam difíceis, tudo é possível para o Senhor, nada é imutável, basta que venhamos a obedecer à sua vontade, algo que nos enriquece como ser humanos, promovendo o nosso crescimento espiritual e desenvolvendo o que há de melhor em nós, o que por sinal nos garante a verdadeira felicidade que se encontra em amarmos uns aos outros, como Cristo nos amou primeiro.
Deus os Abençoe
Marcus Aranha